Doenças comuns no Carnaval aparecem porque o corpo sai da rotina: pouco sono, muito calor, multidão, bebida, comida de rua e, muitas vezes, menos cuidado com higiene e proteção. Aí a imunidade dá uma baixada e os vírus e bactérias “agradecem”. Não é para ter medo da folia, tá? É para ir mais esperta e se cuidar com coisas simples que fazem muita diferença.
No Brasil, o Carnaval costuma juntar sol forte, longas horas em pé e banheiros compartilhados. Some isso a beijos, copos divididos e contato bem perto com outras pessoas. O resultado pode ser garganta ruim, virose, intoxicação alimentar, crises de rinite e até problemas de pele. E quando a gente percebe, já está se arrastando e perdendo dias de descanso depois.
A boa notícia: dá para prevenir a maior parte dessas situações com uma “rotina de sobrevivência” bem básica. Aqui você vai ver as doenças mais típicas desse período, como elas acontecem e o que fazer, na prática, para evitar. E também vou colocar sinais de alerta para você saber quando é hora de parar tudo e procurar um atendimento médico.
Resposta rápida: As doenças mais comuns no Carnaval vêm de aglomeração, calor e descuidos (sexo sem proteção, pouca água, comida mal conservada e sol forte). Prevenção é: camisinha, água, protetor solar, higiene das mãos e atenção ao que você come e bebe.
O que você vai encontrar:
- Por que o Carnaval aumenta o risco de adoecer
- Doenças respiratórias: gripe, resfriado, covid e “virose”
- Como evitar problemas intestinais e intoxicação alimentar
- Pele em risco: alergias, assaduras e queimaduras
- Sexo seguro e prevenção de ISTs
- Erros comuns e um checklist simples para seguir

Por que o Carnaval “derruba” a imunidade (e o que muda no corpo)
Carnaval é delicioso, mas é uma maratona. Você dorme menos, sua alimentação fica toda bagunçada e, muitas vezes, troca água por bebida alcoólica. Isso não “cria” doença do nada, mas deixa seu corpo mais cansado e com menos energia para se defender. Além disso, calor e suor aumentam o risco de desidratação, e a desidratação piora dor de cabeça, enjoo e sensação de fraqueza.
Outro ponto é a aglomeração: bloquinhos, ônibus lotado, camarote, banheiro químico… tudo isso aumenta a chance de contato com vírus e bactérias. E tem um detalhe que pouca gente lembra: você toca em muitas superfícies (celular, dinheiro, corrimão) e, sem perceber, leva a mão ao rosto o tempo todo.
- O que mais aumenta risco de adoecer no Carnaval:
- Poucas horas de sono por vários dias
- Calor + álcool + pouca água
- Beijos e contato próximo com muita gente
- Comida de rua sem higiene e gelo de procedência duvidosa
- Excesso de sol sem proteção
Em 30 segundos:
- Durma o máximo que der (nem que seja uma soneca).
- Intercale álcool com água.
- Leve álcool em gel e use antes de comer.
Doenças comuns respiratórias: gripe, resfriado e “virose” de bloco
Em época de Carnaval, é bem comum voltar para casa com garganta arranhando, nariz escorrendo, tosse e aquela sensação de “fui atropelada”. Isso pode ser resfriado, gripe, covid e outros vírus respiratórios. A transmissão acontece no ar (gotículas ao falar/cantar) e também pelas mãos (tocar em algo contaminado e levar ao rosto).
O problema é que muita gente continua forçando o corpo: dorme pouco, bebe, pega sol e ainda fica horas em ambiente lotado. Aí um quadro simples pode ficar mais forte. Se você tem rinite, sinusite, asma ou bronquite, essa época também costuma piorar os sintomas por causa de poeira, fumaça e mudanças de temperatura (sol quente, depois ar-condicionado gelado).
- Na prática, como reduzir o risco:
- Evite compartilhar copos, latas, canudos e narguilé
- Lave as mãos antes de comer e após usar banheiro
- Hidrate nariz e garganta (água + soro fisiológico no nariz)
- Se estiver doente, pegue mais leve na aglomeração (e use máscara se precisar)
Em 30 segundos:
- Mão no rosto: tente cortar ao máximo.
- Água sempre na bolsa.
- Sintomas fortes ou febre alta: pare e descanse.

Intestino e estômago: diarreia, intoxicação alimentar e ressaca pesada
Mudou a rotina, o intestino percebe na hora. Diarreia e enjoo no Carnaval costumam vir de três coisas: comida mal conservada, água/gelo de procedência duvidosa e exagero no álcool (principalmente misturando bebidas). E tem um quarto motivo bem comum: você passa horas sem comer e, do nada, come qualquer coisa muito gordurosa.
Se der ruim, o maior risco é desidratar. Diarreia + calor + suor + álcool é uma combinação que derruba qualquer pessoa. O ideal é agir rápido: pausar a bebida alcoólica, aumentar água e, se necessário, usar soro de reidratação oral (o de farmácia). Se tiver sangue nas fezes, febre alta, vômitos sem parar ou sinais de desidratação, procure atendimento.
- Como escolher comida de rua com mais segurança:
- Prefira comida feita na hora e bem quente
- Evite maionese caseira e molhos “parados” no calor
- Desconfie de gelo quebrado de origem incerta
- Observe higiene do lugar (mãos, luvas, armazenamento)
Em 30 segundos:
- Começou a diarreia? Corte álcool e tome soro.
- Evite “remédio para prender” sem orientação, se houver febre.
- Se piorar rápido, procure um pronto atendimento.
Pele no Carnaval: alergias, assaduras e queimaduras de sol
Glitter, cola de cílios, maquiagem artística, tinta de cabelo temporária e fantasia com tecido que esquenta: tudo isso pode irritar a pele, principalmente com suor. Alergia costuma aparecer como coceira, vermelhidão, ardência e pequenas bolinhas. Já assadura é atrito (entre coxas, axila, embaixo do peito, costas com alça) e pode virar feridinha, que arde e inflama.
E tem o clássico: queimadura solar. Sol forte no Brasil + horas ao ar livre + protetor passado só uma vez = pele ardendo, descascando e, às vezes, com bolhas. Queimadura também pode dar febre e mal-estar. Se você tiver bolhas grandes, dor intensa ou sintomas gerais, vale buscar avaliação médica (e, se for alergia forte no rosto/olhos, também).
- Faça / Não faça (pele):
- Faça: teste produtos novos no braço 24h antes
- Faça: use protetor (FPS 50 ou mais) e reaplique
- Não faça: dormir maquiada e suada
- Não faça: usar glitter sem remover direito (pode irritar muito)
Passo a passo para “salvar” a pele depois do bloco:
- Banho morno (nada de água fervendo)
- Lave com sabonete suave (sem esfregar)
- Hidrate com creme sem perfume
- Se queimou, use compressa fria e hidratante calmante
- Se coçar muito, evite coçar e considere falar com um(a) dermato

Doenças comuns na vida íntima: ISTs, candidíase e infecção urinária
Carnaval também é época de mais encontros, e isso aumenta o risco de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) quando rola sexo sem camisinha. Algumas ISTs podem não dar sintoma no começo, então o cuidado tem que ser antes. Camisinha (masculina ou feminina) ainda é a forma mais prática de reduzir risco. E vale lembrar: álcool pode atrapalhar decisões e fazer você esquecer o combinado.
Além de ISTs, duas coisas aparecem bastante: candidíase e infecção urinária. Nem sempre elas vêm “do Carnaval”, mas o combo calor + roupa apertada + biquíni molhado/suor + pouca água pode favorecer. Sinais comuns: coceira e corrimento diferente (candidíase) e ardor para fazer xixi + vontade toda hora (infecção urinária). Se tiver dor forte, febre, corrimento com mau cheiro ou feridas, procure um(a) médico(a) para avaliar e orientar o tratamento correto.
- Prevenção simples e real:
- Leve camisinha na pochete (não dependa do outro)
- Faça xixi após a relação (ajuda a reduzir risco urinário)
- Beba água durante o dia
- Troque roupa íntima e evite ficar horas com peça molhada/suada
Erros comuns (e como corrigir)
O maior erro no Carnaval é achar que “meu corpo aguenta tudo” e ignorar sinais. Tontura, dor de cabeça forte, náusea, fraqueza e câimbra são avisos claros de que você precisa parar, sentar, se hidratar e comer algo leve. Outro erro é “compensar” com mais bebida alcoólica para aguentar a energia, o que só piora desidratação e ressaca.
Também tem erro de beleza que vira dor de cabeça: testar produto novo no dia do bloco, passar cola/maquiagem sem procedência e ficar o dia inteiro sem reaplicar protetor solar. Isso aumenta alergia, irritação e queimadura. E, por fim, tem o erro do copo compartilhado e do beijo “sem filtro” quando você já está com garganta arranhando: você pode piorar e ainda passar para alguém.
- erro → correção
- Testar glitter/cola no dia → teste 24h antes no braço e use produto confiável
- “Só mais uma bebida e pronto” → intercale 1 copo de água entre bebidas
- Ficar sem comer por horas → leve snack simples (castanhas, barra, fruta)
- Compartilhar copo/canudo → use o seu e pronto
- Ignorar febre e dor forte → pause a folia e procure orientação médica

Checklist final: rotina simples para você seguir
Para curtir o Carnaval sem perrengue, pense em três metas: hidratar, proteger e recuperar. Hidratar é água e sais (principalmente se você suar muito). Proteger é camisinha, protetor solar e higiene das mãos. E recuperar é descanso: não precisa “sumir”, mas precisa ter pausas. A graça do Carnaval é lembrar dos dias com alegria, não com uma semana de cama depois.
Se você se organizar um pouquinho, a chance de adoecer cai bastante. E organização aqui não é frescura: é levar o básico na bolsa e combinar com as amigas de se cuidarem juntas. Uma ajuda a outra a beber água, reaplicar protetor e comer direito.
- Garrafa de água + reposição (planeje onde comprar)
- Protetor solar (e lembrete para reaplicar)
- Álcool em gel e lenço (para mãos e sujeiras rápidas)
- Camisinha na bolsa (masculina ou feminina)
- Lanchinho simples (para não ficar horas sem comer)
- Roupa confortável + algo para proteger do sol
- Plano de pausa: sentar, sombra e banheiro
- Se piorar (febre, vômitos, confusão, desmaio): parar e buscar ajuda
Conclusão
Carnaval é para ser leve, gostoso e seguro. E o segredo para evitar as doenças comuns desse período não é fazer nada complicado: é repetir o básico todos os dias da folia. Água, comida mais segura, proteção no sexo, protetor solar e higiene das mãos. Isso já corta uma parte enorme dos problemas que estragam a festa (e as férias depois).
Se você já sabe que tem rinite, crises respiratórias, pele sensível ou facilidade para infecção urinária, redobre o cuidado e respeite seu corpo. Sinal de alerta existe para ser ouvido, não para ser ignorado. Comece hoje mesmo organizando sua bolsinha de bloco e combinando com as amigas: “uma cuida da outra”. Leia mais no Amora Estilo.
FAQ – doenças comuns
Quais são as doenças comuns no Carnaval?
Gripe/resfriado, viroses, diarreia/intoxicação alimentar, desidratação, alergias/queimaduras de pele e ISTs por sexo sem proteção.
Quanto tempo dura uma virose comum depois do bloco?
Muitas melhoram em 2 a 5 dias, mas varia. Se houver febre alta persistente, falta de ar, sangue nas fezes ou piora rápida, procure atendimento.
Pode ou não pode beber álcool quando estou com diarreia?
Não é recomendado. Álcool piora a desidratação e pode irritar mais o intestino. Priorize água e soro de reidratação oral.
Como fazer em casa para evitar assaduras nas coxas?
Use roupa que reduza atrito (shorts/bermuda), mantenha a área seca e aplique uma barreira (vaselina, creme antiassaduras ou produto específico). Se virar ferida, pause o atrito e cuide da pele.
O que fazer se eu suspeitar de IST depois do Carnaval?
Procure um serviço de saúde para orientação e testagem. Evite relações sem camisinha até esclarecer. Se houve relação de risco recente, busque ajuda o quanto antes (existe profilaxia em situações específicas, conforme avaliação).
Protetor solar evita mesmo queimadura em dia nublado?
Ajuda muito, sim. A radiação UV atravessa nuvens. O principal é aplicar quantidade suficiente e reaplicar ao longo do dia, especialmente com suor.




